Manifesto
A gente trabalha. E mesmo assim falta.
Falta dinheiro no fim do mês, falta tempo, falta descanso. E o problema não é preguiça: o que você produz não fica com você.
O PUKAS existe pra contar essa história do jeito que ela é, sem palavra difícil e sem papo de gabinete. Se precisar de dicionário pra entender, quem errou fomos nós.
Nada do que você tem caiu do céu.
Férias, 13º, hora extra paga, jornada de 8 horas: cada uma dessas coisas alguém conquistou, junto com os outros, quando ninguém queria dar. E dá pra perder tudo isso se a gente esquecer como chegou aqui. Por isso a gente lembra, e mostra a prova.
Aqui, o fato ganha.
Toda informação tem fonte, e a fonte fica à vista. Se a gente errar, corrige em público. Se um fato bater de frente com o que a gente pensa, fica o fato, porque mentira a favor da gente continua sendo mentira.
Ninguém ganha passe livre.
Governo, partido ou líder que diz defender quem trabalha, a gente julga pelo que faz. Se cortar direito, apertar salário ou reprimir quem se organiza, leva a mesma cobrança que qualquer outro. Apoiar uma medida certa não é assinar embaixo de tudo. E aqui não tem ídolo: ninguém fica acima da prova.
A derrota também entra na história.
A gente conta as vitórias e conta as greves perdidas, os erros e as traições do nosso próprio lado, com o mesmo cuidado. É olhando a derrota que dá pra ver o que deu errado e não repetir.
Notícia é notícia. Opinião tem nome.
Na notícia vai fato, número e fonte, sem adjetivo enfeitando. Na análise a gente se posiciona e avisa que está se posicionando, porque nem todo texto precisa virar panfleto.
Daqui da América Latina, pra América Latina.
A gente escreve em português e em espanhol. A luta de quem trabalha é parecida dos dois lados da fronteira, e merece ser contada por quem vive aqui.
A gente não quer seguidor. Quer gente que passe adiante.
A gente não pede voto e não vende curso. Leu? Manda pro grupo da família, tira print, fala no ponto de ônibus. Informação parada não muda nada.